Escolha do vice: Pedro soma pouco; Veneziano faz melhor opção

Por Josival Pereira

Das principais chapas que se armam para a disputa do governo da Paraíba, duas já estão completas, com nomes de candidatos à vaga de vice-governador, anunciados no fim de semana, e de senador, já previamente definidos.

Em convenção, o candidato Pedro Cunha Lima anunciou o nome do ex-deputado e empresário Domiciano Cabral (foto abaixo), filiado ao Cidadania, como seu companheiro de chapa. O deputado Efraim Filho, do União Brasil, já havia sido definido como candidato a senador.

Pelo twitter, o candidato da aliança MDB/PT, fez um convite à professora Maísa Cartaxo (foto destaque), esposa do ex-prefeito Luciano Cartaxo, e esta agradeceu e aceitou, neste domingo, pelo mesmo canal, ser candidata a vice-governadora. O ex-governador Ricardo Coutinho, apesar de inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será o candidato ao Senado.

As escolhas de candidatos ao Senado importam menos nessa rápida análise. Talvez não houvessem opções melhores para as duas chapas. No PT, nenhuma liderança é mais representativa e dispõe de maior densidade eleitoral do que o ex-governador Ricardo Coutinho, sem falar de sua estreita relação com o ex-presidente Lula e a cúpula do partido.

Na outra chapa, Efraim Filho, além de representar uma baixa ao esquema do governador João Azevedo, agregou o União Brasil, partido com maior tempo de propaganda no rádio e televisão e do mais substancioso fundo eleitoral. A aliança foi importante para Pedro.

Em relação aos dois candidatos a vice-governador, não será alogia se afirmar que a escolha de Pedro soma pouco ou quase nada e que Veneziano Vital do Rêgo ganha mais com a opção que fez para composição de sua chapa.

No caso de Domiciano Cabral, registre-se que ele pessoalmente não disputa mandatos desde meados dos anos 2000 e que, atualmente, não apresenta uma vivência política efetiva. Teria boas amizades na grande João Pessoa e a mulher já foi prefeito de Bayeux, mas sua melhor contribuição deverá ser mesmo, como empresário, no reforço da estrutura e da logística de campanha.

Já a professora Maísa Cartaxo, embora não tenha disputado nenhum cargo eletivo, agrega o valor de ser mulher à chapa de Veneziano e de desfrutar de grande simpatia e respeito na Capital, além de ser esposa do ex-prefeito Luciano Cartaxo, sem contar o fato de que Veneziano conseguiu se livrar de nomes oferecidos pelo PT que, praticamente, não agregavam nada à sua postulação.

É latente, então, que, aparentemente, Veneziano se saiu bem melhor que Pedro na escolha do companheiro (a) de chapa.

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