Senadores e deputados do PSDB autorizam escolha de candidato único com MDB e Cidadania

Por Josival Pereira

O PSDB nacional fará mais uma tentativa de sair do isolamento e construir uma candidatura única à presidência da República com o Cidadania e o MDB.

Objetivando contornar ou reduzir as intensas divergências internas, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, ganhou respaldo das bancadas do partido na Câmara Federal e no Senado, em reunião nesta terça-feira, em Brasília, para conduzir as negociações.

Antes, o PSDB havia acertado com o União Brasil, MDB e Cidadania a possibilidade de escolha de um candidato único, a ser definido numa prévia para a qual cada legenda indicaria um candidato.

A apresentação do postulante ocorreria no dia 18, mas o União Brasil rompeu o entendimento e decidiu lançar um candidato próprio, que deverá ser o deputado Luciano Bivar, presidente da legenda.

A avaliação das bancadas do PSDB na Câmara e no Senado é a de que, se cada legenda do chamado centro democrático lançar candidato, todas ficarão enfraquecidas e que a melhor solução diante da atual conjuntura nacional é a candidatura única.

As três legendas têm dois candidatos – o ex-governador João Dória (PSDB) e senadora Simone Tebet (MDB). Não se sabe de critérios para a possível escolha de candidatos.

No PSDB, o ex-governador João Dória teria pedido tempo para aguardar o resultado de pesquisas depois do período de inserções da propaganda partidária no rádio e na televisão com sua presença. A propaganda está sendo apresentada no horário nobre (intervalos de jornais e novelas). São 30 inserções. Dória acredita que pode chegar aos 6% das intenções de voto, números de sua partida na eleição para governador. Com esse percentual, ele entende que deve ser o candidato.

No MDB, a avaliação é que o melhor nome dos partidos de centro-direita é o da senadora Simone Tebet. A principal razão é a de que ela não tem rejeição e é mulher, podendo, neste contexto, atrair os eleitores que não desejam votar nem em Lula nem em Bolsonaro.

Em havendo acordo para aliança entre PSDB, MDB e Cidadania, o candidato será um dos dois – Dória ou Tebet. Ou os dois, formando a chapa, um como candidato a presidente e o outro, vice.

Não havendo aliança, o mais provável é que PSDB e MDB, duas históricas legendas da política nacional, se dividam em apoios a Lula e Bolsonaro e corram o risco de extinção após as eleições de outubro. O risco é efetivo.

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