Eleições 2022: quem da oposição pode polarizar a campanha com o governador?

Por Josival Pereira

Mantido o cenário atual, as eleições estaduais deste ano na Paraíba serão disputadas entre o governador João Azevedo e três candidatos de oposição – Pedro Cunha Luma (PSDB), Veneziano Vital do Rego (MDB) e Nilvan Ferreira (PL).

Levando em consideração que, historicamente, o governador que disputa a reeleição sempre está numa das pontas da disputa, cabe a pergunta: qual dos candidatos de oposição estará na outra ponta?

Há pertinência na questão porque, com exceção das eleições de 1998, quando o então governador José Maranhão disputou a reeleição contra o advogado Gilvan Freire, as campanhas eleitorais no Estado quase sempre se fazem acirradas, ainda que a oposição, aparentemente, não disponha de estrutura.

Mesmo em 2018, quando a oposição ficou sem candidato em virtude das desistências dos prefeitos Romero Rodrigues (Campina Grande) e Luciano Cartaxo (João Pessoa), foi possível compor uma chapa com Lucélio Cartaxo na cabeça, que perdeu no primeiro turno, mas conquistou uma das vagas de senador, elegendo Daniella Ribeiro (Progressistas).

Difícil ainda imaginar o que vai acontecer nas eleições de outubro. Diferentemente de outras épocas, em praticamente todo o país os governadores aparecerem com números mais contidos nas pesquisas. Antes, no poder, disparavam na frente com mais de 50 pontos percentuais e, dificilmente, eram alcançados. Agora, a maioria aparece abaixo de 40 pontos, que anima a oposição, porém, não tira um certo favoritismo dos governadores.

Sim, mas quem da oposição pode polarizar com o governador João Azevedo?

Pela movimentação, Pedro Cunha Lima aparece com mais chances. Ele tem conseguido se aproximar da capilar rede de apoios que o pai, Cássio Cunha Lima, cultivava e que já tinha herdado de Ronaldo Cunha Lima, e tem também conquistado defecções governistas.

Mas existem outras perspectivas. Nilvan pode acabar ocupando o espaço da oposição se funcionar a estratégia de nacionalização da campanha e voto casado com o presidente Bolsonaro. Veneziano, por sua vez, aposta que será puxado pelo ex-presidente Lula, embora, dificilmente, possa contar com o petista inteiramente em seu palanque.

Observe-se, porém, que, apesar de muito barulho, a campanha está apenas começando a se desenhar e ainda falta muito para ter rumos definidos e oferecer conjeturas mais concretas.

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