Guerra sem fim: após uma semana, Progressistas e aliados do governador mantém ataques

Por Josival Pereira

Depois de uma semana, ainda perduram os embates entre os líderes do Progressistas e o governador João Azevedo e aliados em torno da possível candidatura do deputado Aguinaldo Ribeiro a senador.

Quem prestou atenção de forma mais detalhada vai anotar que, contando com esta quarta-feira, se passaram exatamente oito dias do início do movimento para tentar construir, segundo os principais líderes do Progressistas no Estado, o ambiente de unidade para a candidatura do deputado Aguinaldo Ribeiro a senador no esquema do governador João Azevedo.

Tudo começou com o anúncio (29/03) da filiação da senadora Daniella Ribeiro ao PSD. Vieram, então, declarações do prefeito de João Pessoa cobrando a unidade como uma “regra essencial para ganhar eleição” e uma série de declarações da senadora Daniella Ribeiro, ora afirmando que não tinha compromisso político com o governador, ora insinuando a própria candidatura ao governo do Estado, ora amenizando tudo e centrando na defesa da candidatura do irmão.

Como a cobrança tinha um alvo – o Republicanos, partido comandado pelo deputado Hugo Motta, que anunciou apoio à candidatura de Efraim Filho -, o próprio Republicanos entrou na briga. Primeiro, com uma reunião com o governador João Azevedo na qual emprestou total apoio ao projeto de reeleição do chefe do Executivo estadual. Agora, nos últimos dias, com o deputado Adriano Galdino, presidente da Assembleia, não apenas se fazendo alternativa para a candidatura ao Senado, mas como um porta-voz alternativo do governador.

Adriano contrapôs uma entrevista da senadora Daniella Ribeiro na qual ela avaliava que o governador não conseguia liderar seu esquema político. Para o presidente de Assembleia, Aguinaldo Ribeiro é que não tinha liderança nem pulso, possivelmente se referindo às falas da senadora. Insinuou que as divergências atuais poderiam acabar atuando para prejudicar o projeto de reeleição do prefeito Cícero Lucena, em 2024, em João Pessoa. Cícero respondeu, concluindo que, aquilo que não soma, não deveria ser falado.

Cícero tem razão, mas ele está tentando trégua num tiroteio sem perspectiva de cessar e sem controle aparente. Aliás, acabou se envolvendo no tiroteio. A comparação é distante, mas Progressistas e aliados do governador precisam ter cuidado para não descambar para uma guerra.  Rússia e Ucrânia estão aí a revelar que começar é fácil. Não se sabe é como parar.

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