Categorias técnicas de servidores do Estado se sentem esquecidas e começam a cobrar direitos

Por Josival Pereira

Vencida a movimentação política de definição de filiações partidárias, o governador João Azevedo talvez precise tirar um tempo para olhar um pouco mais para dentro do governo, especialmente para algumas categorias do serviço público que são importantes, mas que estão sendo esquecidas.

São as categorias de nível técnico e outras intermediárias que fazem o meio de campo do governo, carregam a administração nas costas fazendo os processos percorrerem seus trâmites necessários e mantêm o contato mais direto com a população. Categorias que desenvolvem atividades “meio”, indispensáveis às categorias que desenvolvem as atividades fins.

Não é difícil entender. Escuta-se falar na luta dos professores, mas ninguém se lembra do pessoal administrativo da Secretaria da Educação. O mesmo ocorre na Saúde e diversas outras secretarias. Existe uma ebulição dessas categorias em diversos setores do governo.

Neste sentido, uma movimentação sindical chamou a atenção essa semana.  A presidente do Sindicato dos Servidores Fazendários do Estado (Sindfaz), Graça Lima, e o secretário Executivo da entidade, Bruno Frade, mantiveram reunião com o deputado Raniery Paulino, para tentar pautar a discussão sobre a criação da carreira público do Técnico Fazendário do Estado, através de projeto de lei a ser apreciado na Assembleia Legislativa.

A ideia era fazer com que Raniery se fizesse interlocutor da categoria na Assembleia e junto ao governo.

O problema é que se tem a impressão de que na Secretaria da Fazenda se existe a categoria dos auditores fiscais tributários e mercadorias em trânsito, que efetivamente são muito importantes para o Estado. No meio, porém, estão os técnicos fazendários, que não entram nas negociações salariais e lutas de outros benefícios funcionais. Agora, os técnicos estão querendo ser ouvidos e fazer valer suas reivindicações.

Por essa e outras movimentações, talvez esteja na hora de o governador perceber que precisa investir no meio de campo da gestão porque senão a ataque do serviço público não vai funcionar a contento.  

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