Eleições 2022: quais as possíveis definições na disputa para governador na PB?

Por Josival Pereira

O novo ano chega trazendo, como era de se esperar, muitas indagações sobre as articulações políticas em torno da disputa para o governo do Estado.

Quantos candidatos vão disputar as eleições para governador? Quem são esses candidatos? Quem poderá se unir com quem? E quem poderá romper?

Existe muita miudeza no balcão. Dessas que saem rapidamente de moda por não resistirem à concorrência e à verdade do mercado. Mas algumas linhas têm fôlego para resistir até o fim de março, quando, então, restarão os prováveis candidatos. 

É que o dia 2 de abril ensejará o fim do período mais especulativo. Encerra-se aí o prazo para filiações partidárias e, provavelmente, também para a celebração das federações, indicando mais claramente quem poderá se coligar com quem nas eleições majoritárias (governador), estreitando drasticamente a possibilidade de algumas candidaturas. 

As articulações nacionais terão peso nas definições no Estado. 

Pelo prisma nacional, já existe uma candidatura natimorta na Paraíba. É a do deputado Cabo Gilberto, hoje filiado ao PSL, que está se fundindo com o DEM e não é mais bolsonarista. Zero possibilidade. Filiando-se ao novo partido de Bolsonaro, o PL, Cabo Gilberto vai chegar como soldado raso, também sem possibilidade de impor candidatura.    

Mas o bolsonarismo deverá apresentar uma chapa ao governo do Estado e há muita possibilidade de que o candidato seja mesmo o apresentador Nilvan Ferreira (PTB). A direita conservadora já formou um bloco com PL, PTB e Patriota, mas ainda vai precisar de reforços para se tornar mais competitiva. 

Nos bastidores, articuladores desse agrupamento político acreditam numa possibilidade de aliança com Pedro Cunha Lima para a disputa do governo do Estado, movimento que não será fácil exatamente pela questão nacional, uma vez que o PSDB de Pedro, com a candidatura do governador João Dória a presidente, deverá fazer oposição a Bolsonaro.  

Neste caso, é possível acreditar que a candidatura de Pedro possa se manter, embora ele também precise de reforço para se tornar competitivo e não seja totalmente impossível a aliança com o bolsonarismo.

No campo da esquerda, a situação é mais complicada. Há movimentos em torno dos nomes da vice-governadora Lígia Feliciano e do ex-prefeito Luciano Cartaxo, com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) correndo por fora, mas nada deverá prosperar sem aval definitivo do PT nacional, que tem a candidatura de Lula como prioritária. Assim, ainda não dá para cravar se a esquerda ou centro-esquerda terá candidato a governador. 

Ainda neste contexto de que as articulações nacionais terão peso na Paraíba, tem a definição partidária do governador João Azevedo, que pode deixar o Cidadania, que tende a se coligar com o PSDB de Dória. A escolha de João pode mexer em muitos traçados no Estado. Uma filiação ao PSD ou ao PSB, partidos que podem lançar o vice de Lula, por exemplo, provocará forte impacto por aqui, sobretudo no campo da esquerda. 

Desse modo, talvez não seja exagero se afirmar que a opção partidária do governador provocará rearranjos nas articulações estaduais e será o marco das decisões mais definitivas para a disputa de outubro. Mas ainda será preciso esperar pelas convenções, que ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto.  Até aí, então, tudo pode mudar. 

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