Com filiação ao PT, Cartaxo amplia chances de ser candidato a governador

Por Josival Pereira

Os ventos da política na Paraíba resolveram apressar algumas decisões ainda em 2021. Depois do ex-prefeito Romero Rodrigues (Campina Grande), que anunciou sua candidatura a deputado federal na quarta-feira, agora foi o ex-prefeito Luciano Cartaxo (João Pessoa), que anuncia filiação ao PT. 

Em sua mensagem ao público, diferentemente da carta de Romero, Cartaxo não anunciou o cargo ao qual pretende concorrer em 2022. Quando destaca que deseja “cuidar melhor da nossa gente, da saúde, da segurança pública, gerar emprego, gerar renda, chegar perto das pessoas e trazer soluções para enfrentar os problemas da Paraíba”, o ex-prefeito pessoense sugere uma pauta de campanha executiva. Ou seja, de candidato a governador. 

Em seguida, porém, quando diz que “a próxima eleição será um divisor de águas e só com Lula é possível vencer a fome, a miséria e melhorar a vida do povo”, a pretensão executiva acaba remetida ao plano nacional e diluiu a certeza sobre o projeto político estadual.

Contudo, nas últimas entrevistas que concedeu, Luciano Cartaxo admite querer ser candidato a governador e chega a dar passos mais concretos neste sentido quando, por exemplo, revela a possibilidade de composição de palanque com o ex-governador Ricardo Coutinho. É a avaliação segundo a qual, dificilmente, haverá candidatura de esquerda ou centro-esquerda no Estado sem a participação do ex-governador. 

Em relação ao PT, um dirigente de destaque assegura que Cartaxo pode contar com a legenda se quiser ser candidato a governador ou a qualquer outro cargo. Teriam sido esses os termos das negociações para a filiação com a direção nacional. 

O retorno de Luciano Cartaxo ao PT foi avalizado por 48 votos da direção nacional contra 14. Trata-se de inequívoca demonstração da compreensão do partido da importância do ex-prefeito de João Pessoa na política estadual. 

Assim, parece claro que Cartaxo palmilha na direção da candidatura a governador. Inexplicável somente o movimento em torno da candidatura da vice-governadora Lígia Feliciano a governadora, que, aparentemente, tinha a participação de Luciano e Ricardo Coutinho. Agora, se Luciano quiser ser candidato a governador, terá que remover a pretensão de Lígia ou concorrer com ela. A não ser que Lígia seja, realmente, a candidata do grupo. Em qualquer circunstância, não é difícil o entendimento entre eles. 

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