Pastor Sérgio Queiróz defende candidaturas avulsas que não dependam de caciques partidários

Por Josival Pereira

O pastor Sérgio Queiróz, que até bem pouco tempo exercia um cargo de Secretário Especial na estrutura da Presidência da República, é defensor do direito de apresentação de candidaturas avulsas para cargos eletivos no Brasil. “O país precisa permitir candidaturas avulsas que não dependam dos partidos e dos caciques políticos”, reforçou. 

A ideia de candidatura fora do âmbito dos partidos políticos foi defendida pelo pastor Sérgio Queiróz durante entrevista ao programa Correio Debate (rádio 98.3 FM), nesta segunda-feira. 

Na avaliação do pastor, um dos males da política brasileira está no “sistema de capitanias hereditárias” em que se transformou os partidos políticos, que acabam atrapalhando, com os interesses de grupos e pessoais, o encaminhamento de projetos e políticas públicas para o desenvolvimento do país. 

O problema da corrupção também seria um entrave ao desenvolvimento do país que tem como base o caciquismo político. 

Perguntado como seria o financiamento das candidaturas avulsas, o pastor Sérgio respondeu que seria o trabalho social desenvolvido pelo pretendente no seio da sociedade. As candidaturas avulsas seriam destinadas a pessoas que desenvolvem trabalhos sociais voluntários ou profissionais de respeito e que não aceitam se submeter aos partidos políticos quase sempre dominados por caciques ou grupos familiares. 

Candidaturas avulsas no mundo

A alternativa que escapa aos caciques partidários para a apresentação de candidaturas, é tabu no Brasil, mas uma prática da democracia mundial.

Segundo levantamento da Rede de Informações Eleitorais, composta por Estados Unidos, Canadá, México e o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), divulgado na Agência Senado (Brasil), os números são os seguintes:

  • 193 dos 205 países com informações a respeito permitem às candidaturas avulsas:
  • somente 22 países (9,68%) não permitem candidaturas sem filiação partidária;
  • o Brasil se alinha à África do Sul, Argentina e Suécia entre os poucos países que não adotam as candidaturas avulsas;
  • em 37,79% das nações que adotam as candidaturas avulsas, a alternativa vale até para a disputa do cargo de presidente da República, a exemplo dos Estados Unidos, França, Chile, Irã e até na Índia;
  • quatro em cada 10 nações, permitem que pessoas sem filiação partidária concorram pelo menos a cadeiras legislativas em nível local ou nacional;
  • em Portugal, os partidos podem convidar pessoas não filiadas a encabeçar listas de candidatos ao Parlamento. 

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