Eleições 2022: grupos políticos na Paraíba lutam para salvar a própria pele

Por Josival Pereira

O ano está se fechando e as indefinições políticas na Paraíba devem ser empurradas para 2022. 

A rigor, não significa uma novidade quando se trata especificamente da definição de candidaturas a cargos majoritários, quase sempre definidos às vésperas ou no próprio dia das convenções. A regra tem sido, invariavelmente, a de substituição no ano eleitoral de candidatos a governador lançados no ano anterior. Em 2018, nem o governador, que é naturalmente candidato à reeleição ou a senador, quando está deixando o governo, sustentou a candidatura.  

O que existe de diferente, então?

O diferente na atual quadra política da Paraíba é a indefinição generalizada na maioria dos grupos político-partidários. Antes, sabia-se que a oposição formal teria um candidato e que os partidos da esquerda radical teriam seus anti candidatos. Agora não. A indefinição é generalizada. 

Outro detalhe, além da indefinição, é a divisão entre os vários grupos de oposição, com perspectiva concreta de que não consigam se juntar para a disputa das eleições de 2022.

O núcleo político formado pela família Cunha Lima, por exemplo, tende a participar das eleições praticamente em faixa própria, sem aliança com outras forças políticas, e ainda com perdas, se o ex-prefeito Romero Cunha Lima mantiver a aproximação com o governador João Azevedo. 

Registre-se, porém, que, embora muito remotamente, existe a possibilidade de aproximação entre o PSDB do grupo Cunha Lima com o MDB do senador Veneziano Vital do Rêgo, por força de articulações nacionais, e o deslocamento de Efraim Filho para a oposição. 

Os outros grupos de oposição também tendem ao isolamento. O bolsonarismo deverá ter seus candidatos a governador e ao Senado sem alianças e os partidos de centro-esquerda ensaiam lançar uma chapa, mas dentro do próprio campo ideológico. 

Mesmo no esquema do governador João Azevedo, que é o único candidato certo para 2022, existem indefinições. Não se sabe, por exemplo, com quais partidos e grupos o governador vai contar em sua aliança.

Vale a pergunta: por que tanta divisão e tanta indefinição?

Simplesmente porque o Brasil e a Paraíba vivem uma quadra de transição política e está havendo dificuldade de acomodação dos vários agrupamentos políticos. Além disso, com mudanças nas regras eleitorais (fim das coligações), cada grupo passou a se preocupar com a própria pele. O Estado, os projetos de desenvolvimento e de políticas públicas não importam muito. Vale salvar nacos de poder, com mandatos em Brasília e na Assembleia.  

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