Presidente do PDT lança Lígia ao Governo, mas aliança de centro-esquerda é complicada

Por Josival Pereira

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, deu uma declaração tentando escalar seu partido para o jogo da disputa de 2022 na Paraíba. A vice-governadora Lígia Feliciano seria candidata ao Governo do Estado e estaria conversando com o ex-governador Ricardo Coutinho e o ex-prefeito Luciano Cartaxo para compor a chapa. 

A ideia é tentar atrair as forças do campo de centro-esquerda, que têm dificuldades de aliança com o governador João Azevedo ou mesmo de apresentar nomes para a disputa, para uma coligação estadual. Mas o balão de ensaio de Lupi tem alguns sérios problemas para contornar antes de ganhar condições para empinar. Se ganhar… 

O primeiro deles seria administrar os interesses entre as candidaturas do ex-presidente Lula (PT) e do ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Ciro, o candidato do partido de Lígia, tem atacado Lula sem piedade. 

A imprensa nacional até noticiou nos últimos dias que, em alguns Estados, candidatos do PDT já decidiram apoiar Lula. Na Paraíba, Lígia Feliciano apoiaria Ciro ou Lula na campanha para presidente? 

Não existem declarações ou fatos que possam servir de base para uma resposta precisa, mas, pelo antecedente das relações, pode-se intuir que a família de Lígia cultiva uma relação de fidelidade ao PTD, o que criaria problemas para os petistas defensores de Lula. 

Há outro problema a ser contornado. Paralelo às articulações para escolha de candidatos às eleições majoritárias, existe o pleito à Câmara Federal, que têm às candidaturas, sem possibilidade de coligações, do deputado Damião Feliciano (PDT), do ex-governador Ricardo Coutinho e do deputado Frei Anastácio (PT). 

No PT, aparentemente, não existe dificuldade para composição de uma chapa. Sempre houve quadros para se lançar candidato e defender a bandeira do partido. Assim, é possível o PT apresentar oito ou 10 candidatos para tentar eleger um ou dois parlamentares.  

O PDT, no momento, não consegue formar uma chapa de deputado federal, o que cria problema para a reeleição do deputado Damião Feliciano. Uma saída seria a formação de uma federação nacional do PDT com outros partidos. Não há chance de federação com o PT. A outra saída seria a filiação de Damião e Lígia ao PT. 

Ainda assim, é preciso saber se a campanha de Lula vai querer uma candidatura própria na Paraíba ou aliança com o governador João Azevedo.  Equações de soluções bem melindrosas.

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