Com desistência de Romero, oposições voltaram à estaca zero da corrida eleitoral

Por Josival Pereira

Cumpriu-se a primeira parte das especulações envolvendo o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues. Ele não será mais candidato a governador da Paraíba pela oposição. Falta acertar filigranas e o anúncio formal, que, pelo visto, Romero pretende que seja num evento para mostrar força e poder falar à imprensa ao mesmo tempo, numa coletiva. Talvez já nesta sexta-feira. 

Lógico que ainda é muito cedo para se aquilatar os efeitos da decisão de Romero, que ainda nem é oficial. Mas não dá para esconder que parece ser um fato um tanto catastrófico para a oposição no Estado ou oposições, se tomarmos os vários grupos ou correntes político-ideológicas em separado. 

O quadro, sem retoques, é que, a menos de um ano das eleições para governador (faltam 11 meses e 5 dias), os partidos de oposição ficaram sem nenhum candidato ao governo. Zeraram com a desistência de Romero. 

Em que pese as reações do deputado Pedro Cunha Lima, presidente estadual do PSDB, e do ex-prefeito da Capital, Luciano Cartaxo, presidente estadual do PV, de que a oposição terá candidato a governador, a realidade não parece animadora. 

Observa-se a existência de pelo menos três ou quatro forças políticas com necessidade de apresentar candidatos para a disputa das eleições, mas nenhuma delas dispõe de quadros concretos ou com disposição para a empreitada de enfrentar as urnas em 2022. 

Começa pelo grupo Cunha Lima, onde o ex-prefeito Romero Rodrigues militava há 30 anos. Até existem nomes com certa potencialidade – o ex-governador Cássio Cunha e o deputado Pedro, por exemplo – mas falta estrutura e ânimo para o sacrifício.

A vontade que falta ali, estaria sobrando em Veneziano Vital Rêgo, que ainda tem quatro anos de mandato a cumprir no Senado e, em tese, não perderia nada em se candidatar. O problema é que, sem estrutura partidária, Veneziano sonha com o apoio de Lula ou uma frente mais ampla de oposição, mas o pesadelo das articulações nacionais é um entrave. 

O ex-prefeito Luciano Cartaxo também gostaria de ser o candidato de Lula e por uma frente ampla de centro-esquerda, mas sabe que a costura política é complicada. 

As forças aliadas ao presidente Bolsonaro sabem que é preciso apresentar um candidato a governador, mas simplesmente não tem nomes. 

Seja como for, a verdade é que as oposições estão no mesmo ponto: estaca zero de candidatura a governador e vão levar ainda bastante tempo para sair do ponto, o que poderá ser fatal na corrida eleitoral. Talvez o PSDB reaja mais rapidamente. Talvez…

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