Fatos e novos nomes podem alterar quadro da disputa para a Presidência da República

Por Josival Pereira

Dois fatos mais ou menos novos na política nacional, previstos para os próximos dias, podem começar a alterar o quadro da disputa para a Presidência da República. 

O primeiro fato já ocorre agora, nesta quarta-feira, com a filiação do senador Rodrigo Pacheco (foto, à direita) de Minas Gerais, ao PSD, e o lançamento de sua candidatura a presidente. 

O dirigente nacional do PSD, Gilberto Kassab, considerado nos meios políticos como um dos principais analistas da cena nacional, tem sustentado há meses que Pacheco, pelo estilo agregador, não apenas reúne condições de quebrar a polarização como poderá tomar o segundo lugar de Bolsonaro na disputa para presidente. Agora terá chances de provar.

O outro fato está previsto para a segunda semana de novembro. É a filiação do ex-juiz Sérgio Moro (foto, lado esquerda) ao Podemos, com o consequente lançamento de sua candidatura a presidente.

A impressão que se tem é que Moro, um dos principais alvos de críticas do PT, decidiu defender sua biografia e a Operação Lava Jato na campanha.

A maré virou contra Moro e Lava Jato com as decisões em favor de Lula no STF. Mas não se enganem. Moro ainda tem um discurso. As dezenas de condenações na Lava Jato se mantêm e os milhões devolvidos por empresas e empresários podem ser atestados da corrupção no país. 

Com Moro na disputa, inevitavelmente o tema corrupção estará nos debates, o que pode ser indigesto para Lula e Bolsonaro, e já aí pode se estabelecer uma quebra de polarização na temática da campanha.

Além disso, as prévias do PSDB, marcadas para o dia 21 de novembro, podem também produzir novos fatos para a disputa presidencial. 

Uma coisa é certa: o quadro da disputa logo nos primeiros meses de 2022 deverá ser completamente diferente do que aquele que será entregue por 2021.  

Os partidos vão começar a se juntar, sinalizando a formação de coligações para a disputa da Presidência. Muitas candidaturas vão se diluir e a população vai começar a ter mais claras as opções que terá para definir o voto. 

Lula e Bolsonaro têm a vantagem de ter projetos políticos e ações bem conhecidas da população. Por isso que ocorre a polarização e a sensação de impenetrabilidade na área dos dois. Mas eleições recentes ao redor do mundo têm revelado surpresas mais pelo centro. Talvez seja sensato não apostar todas as fichas agora. 

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