Bolsonaro publica prova da fritura de Queiroga no Ministério da Saúde

Por Josival Pereira

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, está sendo fritado no Ministério da Saúde. Ele pode negar. O governo pode negar. O problema é que os fatos estão se impondo, com sinais e evidências cada vez mais claras de que o ministro não está seguro no cargo. O pior é que o próprio presidente Jair Bolsonaro resolveu participar da lenta agonia de Queiroga. 

Como assim?

A pretexto de transmitir uma mensagem em homenagem ao dia do médico, o presidente Bolsonaro postou um vídeo ao lado de Mayra Pinheiro, mais conhecida como Capitã Cloroquina, atual secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde.

Certamente não será preciso lembrar aqui que Mayra ficou conhecida como Capitã Cloroquina por defender o tal do tratamento precoce à base de hidroxicloroquina e foi acusada de tentar montar um programa de imunidade de rebanho em Manaus. Os resultados todos conhecem e a Capitã foi acabar na CPI da Pandemia.   

Pois, dando uma de desentendido, Bolsonaro postou o vídeo no Dia do Médico, resgatando a Capitã Cloroquina e, de certa forma, elogiando-a. O vídeo teria sido gravado em 2014. 

E o que esse vídeo tem a ver com o ministro Marcelo Queiroga?

Tudo. O problema é que na primeira semana deste mês de outubro (6/10) a Capitã Cloroquina foi a uma das Delegacias de Polícia Civil do Distrito Federal e registrou um B.O (Boletim de Ocorrência) contra o chefe de Gabinete do ministro Marcelo Queiroga, João Lopes de Araújo Júnior, acusando-o de ameaça. 

O barraco no Ministério da Saúde que foi parar na polícia envolve o cargo do ministro. O chefe de Gabinete de Queiroga acusou a Capitã Cloroquina de estar tramando para derrubá-lo do cargo. Fez as acusações através de mensagens no Whatsapp. 

Nas mensagens, Araújo Júnior diz que ela (Capitã Cloroquina) “está cometendo um crime” e que “não tem qualquer lealdade ao ministro”. Garante que sabe da suposta ligação da secretária com Lorenzoni e diz que conhece “todos os nomes envolvidos nessa tentativa de retirada do ministro”. Conclui dizendo para a secretária ter cuidado e se preparar porque “vai ver a mão de Deus” sobre ela.

A Capitã entendeu esta última parte da mensagem como uma ameaça e foi à polícia. 

Passados 12 dias do ocorrido, a Capitã Cloroquina continua trabalhando normalmente no Ministério da Saúde e o presidente da República a homenageia no Dia do Médico. 

Quem entende um pouquinho de política e de Brasília dirá que a trama indica desprestígio do ministro Marcelo Queiroga e que a trama da Capitã Cloroquina tinha respaldo superior.  

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