Quantos votos Ricardo terá na Assembleia na votação da reprovação de suas contas?

Por Josival Pereira

Quantos votos o ex-governador Ricardo Coutinho conseguirá na Assembleia na votação do parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) reprovando suas contas do exercício de 2016? Ricardo conseguirá votos para derrubar o parecer do TCE?

Essas questões têm frequentado a cabeça de jornalistas, analistas e políticos de uma maneira geral e especialmente de deputados acostumados a participar de articulações para votações de matérias no Legislativo paraibano. 

O assunto está em evidência por razões lógicas. A manutenção na Assembleia da rejeição das contas de Ricardo complicará de vez sua vida política, confirmando sua inelegibilidade, com quase impossibilidade de reversão da situação na Justiça. 

Na perspectiva contrária, ou seja, se o Legislativo votar de forma diferente do TCE e decidir pela regularidade das contas do ex-governador, gerar-se-á um clima favorável ao registro de sua candidatura, mesmo que por decisão da Justiça Eleitoral.

Um seleto grupo de deputados especialista em levantamento de tendências de votações na Assembleia já teria identificado nove votos assumidos ou inclinados a votar a favor das contas de Ricardo. 

O placar, que representa apenas um quarto (¼) dos votos da Assembleia não parece muita coisa, mas já seria quase metade do que o ex-governador precisa para derrubar a decisão da Corte de Contas, isso considerando a necessidade de quórum de maioria absoluta (metade mais um dos integrantes da Casa) para decisão da matéria. 

Advogados estariam estudando o Regimento Interno para esclarecer se o quórum é de maioria absoluta ou maioria simples, mas o mais provável é que seja a primeira opção.  

Os nove votos estimados em favor de Ricardo seriam de aliados fiéis (Estela Bezerra, Cida Ramos e outros) e de parlamentares que integraram a bancada governista de forma mais participativa. Seriam votos de gratidão. 

Nos bastidores, avalia-se, porém, que existiriam outros parlamentares propensos a votar para derrubar a decisão do TCE temendo retaliações, uma vez que teriam se beneficiado de “esquemas” à época da gestão do ex-governador Ricardo Coutinho.

Há quem avalie que o ex-governador João Azevedo, mesmo já tendo avisado que não vai entrar nesse jogo, poderá ser decisivo na questão. Outros apostam em negociações visando as eleições do próximo ano, valendo candidaturas e posicionamento político. 

O jogo de pressão estaria esquentando. Ainda faltaria muito para Ricardo conseguir votos para se livrar da rejeição de suas contas. Mas não é impossível.

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