Romero usa atalho do pragmatismo para avançar com candidatura

Josival Pereira

Falta pouco ou quase nada para o ex-prefeito Romero Rodrigues (PSD), antecipadamente, se consolidar como um dos candidatos a governador em 2022. Ele fala abertamente de seu desejo, assume que é o que mais quer na vida e cola no presidente Jair Bolsonaro em função do seu projeto.

Romero escolheu um tal de pragmatismo político para apressar seu sonho.

O pragmatismo é um instrumento da política que privilegia o sentido prático, objetivo, utilitário, direto, dos fatos e dos movimentos, na maioria das vezes mais em proveito pessoal ou de um grupo.

No Brasil mais recente, o ex-presidente Lula foi extremamente pragmático para transformar derrotas em vitórias. A aliança com o então PP de Paulo Maluf é exemplo forte de pragmatismo.

Na Paraíba, o ex-governador Ricardo Coutinho abusou do pragmatismo para vencer disputas eleitorais, ora se aliando ao grupo Cunha Lima, ora a Zé Maranhão, sem deixar de levar o DEM de Efraim Morais e o PT a tiracolo.

O pragmatismo de Romero, colando sua imagem à de Bolsonaro, é um grande atalho político para encurtar seu caminho. Correndo por dentro, está chegando.

Em temperaturas normais da política, Romero teria dificuldades de construir a candidatura a governador dentro do grupo ao qual pertence – o da família Cunha Lima. Ainda agora há outros nomes do grupo que se lançam à disputa. Com a fina sintonia com Bolsonaro, Romero, dificilmente será desbancado.

Mas se registre, em benefício de Romero, que o pragmatismo exercido por ele neste caso não é oportunista. Foi adrede planejado. Começou a ser aplicado ainda na campanha eleitoral de 2018. Ali, Romero se aproximou de Bolsonaro, ainda candidato, e, depois, consolidou a amizade.

Não dá para se avaliar se Romero acerta ou erra em sua estratégia. Talvez até corra riscos, dada a insegurança que o comportamento do presidente Jair Bolsonaro oferece. Mas não se pode duvidar que ele, efetivamente, se fez o aliado mais importante do esquema do presidente na Paraíba e deverá conquistar a vaga de candidato a governador das forças mais à direita.

Depois, se conquistar o posto, vai apostar todas as fichas na polarização.

 

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